terça-feira, 9 de junho de 2009

Petrobrinquedo Brasil S/A

Mais umas da gigante controlada por políticos idiotas

Além da discussão da CPI da Petrobrás na mídia, só alguns comentários:
Primeiro, lembre-se que a confusão toda surgiu com uma manobra contábil da empresa, que ‘economizou’ alguns bilhões de reais que deixou de recolher em impostos, compensando uma cobrança extra que teriam em razão da variação do dólar. Sem entrar em detalhes se era ou não legal a tal manobra, uma coisa chama atenção. O Mantega, que está no conselho da empresa, é também por uma coincidência da vida o Ministro da Fazenda, ou seja, chefe da Receita Federal. Sendo que a Receita Federal é justamente quem deveria fiscalizar a tributação das empresas, no mínimo há um enorme conflito de interesses!

Quer dizer, o sujeito que deveria fiscalizar a empresa participa de suas decisões... bom, não precisa dizer que, a partir do momento que o sujeito vira ministro, é inconcebível que dê orientações fiscais para uma pessoa jurídica determinada, ainda que de capital misto (público e privado). Como vai ficar a imparcialidade da fiscalização agora? Independente do caso, não tem como qualquer outra empresa contar com aval do Ministro antes de tomar suas decisões, o que dá uma vantagem ilegal à Petrobrás numa economia de mercado.

Ainda sobre a CPI, observem agora que uns falam que são pró ou contra a CPI por serem nacionalistas ou não, como se fiscalizar fosse um crime. Ninguém liga pra necessidade de fiscalizar ou pro cabimento de uma CPI (que pode nem ser necessária mesmo), ou pra Petrobrás! O que interessa é o de sempre: desgaste do governo X escracho da oposição. E o PMDB se vendendo pra apoiar quem dá mais, com direito a semi-analfabeto pedindo nomeação de diretoria importante na empresa em troca de apoio, “aquela que fura poço”, dizem. E que faria um asno desses com o direito de nomear um diretor da Petrobrás? Certamente escolher um técnico de carreira não está em seu pensamento. O jogo aqui é indicar mais conhecidos acéfalos e ter mais poder, aumentando a rede do rabo preso pra depois pedir aquele favor camarada. Precisa disso pra agir dentro da lei? Hum... deixa eu pensar...

E o uso político da Petrobrás vai até no PAC, jogando no suposto plano de crescimento do Brasil o orçamento de investimento regular da empresa. Tudo a ver... E o “pensamento no social” do governo ficou bem nítido quando a Folha verificou que, desde 2003, um custo total de R$ 6,3 bilhões foi arcado pelo aumento do preço do diesel pra manter a gasolina mais barata. Leia-se: aumento o custo do transporte por caminhão, ajudando a aumentar o preço de todos os produtos, especialmente de itens básicos que têm baixo valor agregado, enquanto deixo a gasolina baixa pra não pegar mal com a classe média. Socializa-se o custo e o pobre paga, afinal, ele nem tá sabendo disso! É a política social da Petrobrás, às avessas.

Pra terminar como a política influencia bem a Petro, só ver como ela anda pouco preocupada em usar parte de seu enorme potencial de investimento em energias renováveis, além das jogadas de marketing. Lembrando que a petro não pode ser só uma empresa de petróleo se não quiser estar rumo ao fim. Enquanto no mundo todo o futuro é o hidrogênio, e até o biodiesel (no qual podíamos fazer muito mais), por aqui vamos apostando todas as fichas no pré-sal, pro Brasil ter bastante petróleo pra exportar commodities, que novidade...

Mas não se enganem, a Petrobrás como todo esse cabide de incompetentes, ainda é uma empresa que realiza e avança, ainda que nem sempre no caminho certo. Melhoras pra ela...

Interessante:
http://www.migalhas.com.br/mig_eco_politica.aspx?cod=84973

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Bolsa Família ou “Bolsa Ruína”?

À parte de seu mérito questionável, o benefício acumula irregularidades

*Artigo enviado por colaborador!
A notícia já tem uns dias, mas não dá pra acreditar, muito menos deixar passar! Após investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), foram descobertas inúmeras irregularidades com o Bolsa Família (BF), um daqueles programas tão falados e elogiados pelo nosso querido e embriagado (de paz e amor, é claro) presidente Lula e por toda sua trupe (inclusive aqueles “baba-ovos” que riem - com uma falsidade digna de Lima Duarte em sua melhor fase - das variadas e constantes “gracinhas” presidenciais).

Todos nós, “acostumados” com a farra da corrupção no Brasil, seja no comandando da Direita, da Esquerda e, se bobear, até do “Meio”, já sabíamos que famílias receberiam a ajuda do BF sem necessidade. Mas ter 577 (QUINHENTOS E SETENTA E SETE!!!) BF pagos a políticos ELEITOS (os não eleitos são 20 vezes mais) é ABSURDO! É levar tapa na cara do Governo. Aliás, tapa não! Murro, cotovelada, chute, joelhada...

Quer dizer... 577 patifes já “roubam” meu dinheiro para receber seu salário de Deputado, Vereador, Prefeito, etc. E eles ainda querem um “complemento” e conseguem isso com o Bolsa Família?!?!? Aposto que se eles quiserem aumentar a varanda de seus “Castelos”, podem entrar em alguns movimentos não tão legítimos assim ou obter uma ajudinha com a MP da grilagem na Amazônia.

E olha que não estou citando os mortos beneficiados com o BF. Afinal, vai que eles não conseguiram uma vaguinha no Céu?!?!? Precisam de algum dim-dim para pagar aluguel ao Sérgio Naya, responsável pela construção e controle das moradias na parte mais quente do “outro mundo”.

Também não vou reclamar das famílias que recebem o BF e possuem um, dois ou três carros. Afinal, como é que elas vão encher o tanque dos possantes sem mais essa rendinha extra retirada do nosso bolso?!?! Não posso ser tão cruel a ponto de reclamar disso!

Não peço que vocês guardem as opinativas informações que passei acima, mas clamo, encarecidamente, que vocês gravem um número (anotem, se quiser): R$ 350.000.000 (trezentos e cinqüenta milhões). Esse é o valor real (e em reais) do prejuízo que tivemos com as irregularidades do Bolsa Família.

E olha que tudo isso sem entrar no mérito sobre o “benefício social” do programa: uma parcela do povo precisa urgentemente de recursos, mas comprar opinião com o peixe e deixar a vara de pescar no armário não nos parece muito transformador. A educação básica, uma das únicas vias de saída, taí no chão pra todo mundo ver... É o problema da falta de contrapartida.

E isso é porque pouco se fala de outros benefícios, que acumulam tantas irregularidades quanto o BF. De 2001, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), passou o custo do BF e hoje gasta 0,5% do nosso PIB (R$14 bi) pra dar um salário mínimo pra idosos e deficientes pobres. O problema é que o TCU apontou que ao menos 10% dos benefícios são pagos irregularmente, por gente que se aproveita do dinheiro de quem precisa pra enfiar a mão no nosso bolso. É um povo muito honesto esse, viu...

Abaixo, alguns links sobre as irregularidades do Bolsa Família:

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mortos-e-politicos-recebem-bolsa-familia--diz-auditoria-do-tcu,366599,0.htm
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u561674.shtml
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1111536-5601,00.html
http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=07&mes=05&ano=2009&idnoticia=76410
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u560549.shtml

Imagem extraída de: http://libertocrata.blogspot.com/2008/07/blog-post.html
(Se o proprietário deste direito se incomoda com a exibição, comente: leonidas-esparta300blog@bol.com.br)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sarney é um fanfarrão!

O congresso é um circo, mas nós somos os palhaços

Dizem que o Congresso Nacional passa hoje por uma crise de legitimidade, com um escândalo atrás do outro. A novidade desta vez não são os acordos sujos que se escondem por trás de cada medida votada (mesmo porque não são novidade!), ou a simples falta de atividade, mas o foco da mídia nos privilégios e gastos ridículos do poder legislativo federal, que se equipara a um spa com 523 vagas deputados e 81 senadores.

Parece que a opinião pública descobriu a América revelando a ficha corrida de despesas altíssimas com coisas inúteis e longe de justificáveis. Evidentemente, isso já vem de longe, mas é ótimo que isto esteja sob os holofotes, já estava na hora! Ainda que patético termos que chegar a esse ponto pra se forçar a tomada de medidas óbvias de controle...

A ineficiência, o desperdício, a absoluta incompetência administrativa, uma máquina inchada e pesada com centenas de cargos, comissões, diretores e setores que sequer sabem para que existem, tudo isso para produzir um serviço pobre e medíocre. O Senado não passa de uma miniatura do que é toda a máquina pública no Brasil, especialmente nos altos comandos de Brasília, com seus privilégios e honrarias, com suas funções e responsabilidades em último lugar.

E ao se levantar contra isso, ao obrigar o cume de um dos poderes da república a justificar tais absurdos, se pode passar uma mensagem importante a todo setor público: o que é concedido aos dirigentes serve apenas para que cumpra uma função e uma atividade – fora disso qualquer benefício além de seu salário é abuso e privilégio injustificado.

E no meio desse caos todo com as passagens aéreas, e depois da publicidade do fato de que o Senado tem 181 diretores, chega o Sarney, uma das maiores raposas desse jogo, dar uma de eficiente e honrado: diz que vai reduzir em 40% a estrutura administrativa do senado em 60 dias! Só pode ser piada!!! Vejam só:

Primeiro, como se ele mesmo já não tivesse sido presidente do senado e senador por uns 560 anos seguidos – coitado, ele nem sabia como funcionava o Senado! Em segundo, diz que vai fazer isso seguindo um estudo encomendado à FGV, acabando com cargos e diretorias. E ai vem a segunda parte da piada.

Isto porque ele não vai cortar salário de nenhum diretor ultra-bem-pago, nem dispensar parte da enorme equipe de aduladores. Vai, aparentemente, mudar o título da maioria dos diretores para secretários, ou qualquer outra coisa, mantendo tudo como está, os gastos etc. A economia ficaria apenas no corte de algumas funções comissionadas, em redução de uns R$ 600 mil/ano, ínfima (0,02%) perto do orçamento do Senado, de cerca de R$ 2,7 bilhões em 2009 (81% gastos com funcionários, em um lugar que quase não se trabalha!). E detalhe, um estudo da mesma FGV de 1995 já tinha apontado as falhas, que foram ignoradas, claro.

Enfim, quis dar uma de honesto e pró-ativo, mas as medidas em si são só um fogo-de-palha, pra “inglês ver”, não se muda a estrutura podre do órgão. É o tal jeitinho, sabem como é!

E que isto sirva de lição na hora do governo aumentar gastos com pessoal: sempre deve se ter em mente que, com a atual legislação, cortar gastos com servidores públicos é quase impossível, mesmo quando necessário, como no caso. Uma vez contratada a despesa e o funcionário, o custo vai se arrastar até a morte dele, e do cônjuge, quem sabe! E a responsabilidade do gestor que fixa um gasto que vai surtir efeito por gerações nem sempre é levado em conta, especialmente no governo federal. Mas isso é assunto pra mais conversa...

Mande um e-mail ao gabinete do seu senador para que ele fique sabendo o que você pensa!
http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=1&u=*&p=*

Mais:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u564438.shtml http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u564988.shtml

terça-feira, 21 de abril de 2009

Aumentando o QI dos brasileiros (tá precisando!)

Investimento na infância é o que mais dá retorno e no que menos investimos!

Já faz algum tempo que alcançamos a marca de quase 100% das crianças na escola, e é fato que o problema é a qualidade desta educação que forma a maioria delas: investimento baixo, professores mal formados, desmotivados e descompromissados, governos que não se importam em investir no futuro, ainda que seja a coisa mais importante do mundo – simplesmente porque não aparece.
Um exemplo disso é de como o Lula focou tanto nas universidades em seu primeiro mandato e agora tenta correr atrás do prejuízo, enquanto um exército de iletrados acha que uma universidade lixo acessível a ‘todos’ vai ser a solução pra vida. Pelo menos foi pra popularidade do presidente... O MEC só quer números.
Enquanto isso a educação básica sofre. E sofre ainda mais num segmento completamente ignorado hoje: a primeira infância.
Hoje o Brasil tem 85% das crianças de 0 a 3 anos fora das creches (30%, dos 4 aos 6 anos), e as “sortudas” contam com uma estrutura voltada pra estocar as crianças enquanto os pais trabalham, mais do que focar no desenvolvimento delas, que só começaria mesmo no primeiro grau (antes fosse!). Além disso, a maior parte das famílias nem sabe como educar os filhos para desenvolver seus cérebros na idade mais importante para isso, em que mais se absorvem comportamentos e experiências. Mais fácil deixar a molecada correndo pela favela e vendo TV...
Neste sentido, um estudo recente nos EUA concluiu que o quociente de inteligência (QI), que mais ou menos mede nossa inteligência, não é tão hereditário quanto se pensava. Provou-se que o cérebro se fortalece como um músculo, e que enquanto mais cedo estimulado, maior os resultados. Elaborou inclusive uma proposta que visa aumentar em vários pontos por cento a inteligência do americano médio, com estímulo à melhoria da educação nos primeiros anos de vida. E melhor ainda: é uma forma muito barata de educação.
Enquanto mais jovem o aluno, geralmente menor o gasto necessário para um ensino razoável, e mais resultado este investimento dá. Prova de que estamos no caminho inverso. Um levantamento de 2007 demonstrou que com R$ 20 bilhões podemos construir creches para todas as crianças do Brasil, e que no ritmo de evolução atual, alcançaremos esta meta em mais de 100 anos. Na outra ponta, o governo federal gastará R$ 175 bilhões até 2012 com aumento de funcionários, mais de R$ 1 bi em publicidade em 2008, e a arrecadação em 2008 subiu mais de R$ 40 bi! Questão de prioridade... (ah, e o Lula conseguiu reduzir os gastos proporcionais em educação, que cresceram menos que o PIB no primeiro mandato: de 0,8% para 0,7% do PIB, se bem que o esperto do FHC colocava o bolsa-escola dentro da conta dele...).
A educação na primeira infância deve ser foco do Estado e da sociedade, com ênfase no estímulo intelectual. Outro acerto seria o de garantir uma alimentação e nutrientes básicos para a criança enquanto ela não vai pra escola, ou mesmo depois. Um complexo vitamínico básico no estágio de formação biológica do cérebro poderia fazer mais pela educação do que outros planos educacionais que não se implementam por incompetência e falta de recursos.
E uma população mais inteligente comprovadamente tem mais sucesso profissional, se torna melhor cidadã e menos dependente do Estado, tornando cada um numa fonte de crescimento.
Espero que sejamos espertos o suficiente para adotar este caminho óbvio. Pena que os pais de nossos governantes não deram atenção aos seus desenvolvimentos cerebrais...


segunda-feira, 6 de abril de 2009

São Paulo inaugura museu da ciência

Até que enfim, uma boa notícia para a educação!


Sem dúvida, a educação no Brasil é um dos temas que mais geram notícias tristes ou revoltantes, já que nosso país escolheu desprezar este que é o principal pilar do desenvolvimento econômico, humano e cultural de um povo.
Hoje mesmo estava lendo na Época (ed. de 23.03.09, p.60/63) um levantamento de que 25% das pessoas com mais de 15 anos são analfabetas funcionais, incapazes de ler um texto simples, e que 10% das crianças da 6ª à 9ª séries (antiga 5ª à 8ª) são praticamente analfabetas.
Mas hoje a notícia é boa, especialmente porque contrasta com os dados que demonstram o tamanho da nossa ignorância: o governo do Estado de SP inaugurou o “Espaço Catavento”. Apesar do nome ridículo, trata-se do primeiro efetivo museu de ciência do Brasil (que eu saiba), capaz de despertar interesse e conhecimento em crianças, jovens e adultos, por meio de recursos modernos e interativos. Em 8.000 m2, são abordados temas como astronomia, nanotecnologia, biologia e ecossistemas, engenharia, entre outros.
Recém inaugurado, foi instalado no Palácio das Indústrias, no Parque D. Pedro II, perto do Mercado Municipal de SP, após uma restauração. O belíssimo palacete de 1924 finalmente teve um destino nobre, após acomodar gabinetes políticos por décadas, o que também ajudará a região central, bem degradada.
O Esparta esteve lá este final de semana e pôde afirmar que o lugar é fascinante, e não é só pra criança não! Coisa que nem dá pra ver num dia só. Tudo indica que será uma das atrações culturais mais freqüentadas da cidade, daqui pra frente. E o melhor, será uma ótima contribuição para ensinar aos jovens o gosto por carreiras e profissões além de pagodeiro e jogador de futebol, ou conhecimento e hábitos que não sexo precoce e uso de drogas. Além de incentivar faculdades que não se limitem aos exércitos de advogados e administradores de última categoria.
A julgar pelos mendigos e miséria se vêem na região da 25 de março, bem próxima, estamos bem longe do nosso objetivo, mas iniciativas do tipo realmente dão alguma esperança. Parece que não somos os únicos pensando em alguma coisa...

São Paulo (e o Brasil) estava precisando de um espaço assim! Recomendo! E olha que eu sou chato pras coisas, hein...

Entrada: R$ 6,00, a inteira
Site oficial
http://www.cataventocultural.org.br/index.asp


Primeira foto: Folha

sexta-feira, 27 de março de 2009

Lula tenta “resolver” a Amazônia na canetada

Medida Provisória tenta regularizar ocupações na Amazônia: dará certo? para quem?

Desde o ano 1500, a Amazônia ainda segue com alguns dos mesmos problemas. Não se sabe de quem é a terra, e quem está na terra quase sempre não é dono dela. Seja de boa ou má-fé, fato é que a cultura da informalidade, a falta de cadastros eficientes e a completa ausência do Estado na região criaram ao longo do tempo um verdadeiro caos quanto à propriedade das terras.
Eis que vem uma Medida Provisória e resolve, num “pitaco” só, que todas as terras na Amazônia até um certo tamanho estão, a partir de hoje, regularizadas. Quem estava lá, parabéns! Posseiros, grileiros, pecuaristas, garimpeiros, assentamentos, Rambo: vai que é sua!!
A idéia é bem controvertida, mas tem uma razão de ser: uma das grandes travas para se aplicar a lei na Amazônia é que não se sabe quem é o responsável, já que quase ninguém tem a propriedade real das terras. Regularizando, cria-se estabilidade e permite-se o respeito ao meio ambiente, normas trabalhistas, etc.
Mas não é tão simples: enquanto o motivo pra regularizar é ajudar o pequeno agricultor, o terreno de “presente” chega até 1500 hectares (“só” 15 km2), o que faz duvidar das boas intenções da lei, permitindo que, sem cuidado no cadastro, grandes destruidores da mata sejam beneficiados. Além disso, mesmo com a propriedade, nada garante que se cumpram as normas que até agora foram ignoradas, sendo que a fiscalização continua raquítica. Vamos depender da boa vontade das pessoas (só pode ser piada!). Isso além de se abrir um baita precedente: quem garante que em alguns anos o governo, pressionado politicamente, não de uma nova anistia, e de novo, e de novo. Uma cultura de indiferença à lei, ratificada pelo Planalto.
Agora está acontecendo o debate no Congresso, sob a relatoria de um membro da bancada ruralista da região. Vamos ver no que dá!
Mas uma coisa é certa: se o problema está aí, praticamente o mesmo desde o primeiro dia do Lula, e de todos os presidentes do Brasil, porque baixar uma MP da noite pro dia? Seria apenas uma incrível coincidência que a legalização indiscriminada de terras na Amazônia saísse junto com a visita do Lula ao Fórum Social Mundial que aconteceu no Pará? Uma medida populista pela goela do povão ignorante, dando terra pra deus e o mundo, da noite pro dia, a calar a boca dos protestos por lá, e ainda sair de benfeitor? Nada a ver com o Lula, imagine!!
Pra quem não sabe, a “MP” é um tipo de norma que é provisória, dura apenas alguns meses, e pode ser baixada do dia pra noite pelo presidente, em casos urgentes, deixando pra depois a análise pelo Congresso. Enquanto isso, a situação jurídica fica em aberto – mais insegurança.
O problema é que esse é um tema complexo demais, importante demais, pra querer resolver na canetada. Resolver o problema da ocupação é urgente, claro, mas não pode ser feito nas coxas, porque se houver dano, será irreversível. O que esperou 500 anos, pode esperar mais uns meses pra se debater a coisa.

Como esse é um tema bem complicado, voltaremos ao tema da MP e da Amazônia em breve. Mas é hora de vocês mandarem o recado pros deputados em que votaram e ler sobre o assunto. Depois não vai dar pra plantar a floresta de volta...

Inteiro teor da MP:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Mpv/458.htm

quinta-feira, 19 de março de 2009

Perfume para lagos, rios e tudo que for podre!!!


Maquiagem ambiental

(Resposta ao post anterior) Se esse negócio de aspiração de lodo e lixo diluído na água fosse fácil a Baia de Guanabara já teria sido despoluída e os portos brasileiros estariam recebendo navios bem mais modernos do que as banheiras atuais.
Lógico que é possível dragar e isso é caro. Más se dá pra enfiar um trator lá e tirar a lama, lixo, lodo etc; por que não? O lago não tem mais vida, os peixes se foram e tudo vai ter que ser recuperado mesmo com o nosso dinheiro porque o Estado não cuidou.
Novamente a hipocrisia e a imagem venceram!

Viva o espelho d'agua, mesmo que seja de um tipo de esgoto que não fede. Imagina se inventam um desodorante pro esgoto e a moda pega, aí que os ambientalistas estão fudidos!!!!

Rios podres e esteticamente agradáveis.

Idéia barata e populista que combina com o país das jabuticabas!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Espelho de lama da Aclimação

O que o lago seco da Aclimação nos ensina sobre o povo e o governo

Trata-se de uma notícia local, mas que acho interessante por refletir algumas coisas interessantes sobre governantes, leis e povo. Como muitos devem saber, no final de fevereiro uma enchente teria levado ao rompimento da base do vertedouro (ladrão) do lago do Parque da Aclimação, SP. O lago secou imediatamente, deixando à mostra seu leito completamente assoreado, cheio de entulho, lama e areia, que chegava quase à superfície da antiga lâmina d’água.

Uma empresa foi contratada no regime de urgência e por uns R$ 160 mil consertou o equipamento, permitindo ao lago encher-se de novo. A questão: ora, se se falou que precisávamos limpar o lago, em estado de miséria, e já que agora o leito está seco, não seria mais lógico, barato e rápido fazer esta limpeza agora?!


Pois bem, uma pequena parte da população do entorno ficou indignada quando a Prefeitura decidiu encher o lago de água de novo, e deixar pra depois a limpeza. Uma ONG (Assuapa) até fez um protesto, mas lá está o lago cheio de novo. Fala-se que a Prefeitura está jogando a sujeira debaixo do tapete, a Prefeitura rebate dizendo que a limpeza é uma obra complexa, que precisa de licitação e que demandará mais tempo e dinheiro. Além disso, diz que a retirada do lodo e entulho seria mais fácil (?!) depois que a volta da água diluísse a sujeira para que fosse extraída via aspiração.

O que eu tiro de tudo isso?


Infelizmente, e isso é uma constatação vendo a cara e a quantidade das pessoas antes e depois de reencherem o lago, a decisão da Prefeitura está perfeita do ponto de vista político. Ora, claro que alguns cidadão vão reclamar, mas quem se importa? Fato é que quando a lama some da vista as pessoas não estão muito ai, ainda que ela fique meio metro sob a água ao lado delas. E o governo sabe disso, claro...


E sinceramente duvido muito mesmo que diluir o lodo, para depois sugá-lo, para deixá-lo secar e levar pra uma estação de tratamento a R$ 20 milhões (valor estimado pela PMSP) seja mais barato do que simplesmente enfiar uma escavadeira no lago e limpá-lo em uma semana, quando tudo já está seco e ao céu aberto. Mas quem se importa!


Neste caso, a limitação da lei que exige licitação pra obras não urgentes seria um contra-senso, já que o procedimento impediria a obra imediata, muito mais barata do que o benefício do melhor preço que uma concorrência ampla pode trazer com o lago cheio (além de que possivelmente pode-se tentar uma tomada de preços rápida, sei lá!). Seguir a lei aqui, por incrível que pareça, vai contra o próprio princípio que a lei protege. Mas talvez valha a pena esperar pela licitação, afinal, ela vai impedir que haja qualquer favorecimento na escolha da empresa contratada (risos).

Enquanto isso, o lago está cheio, e as famílias felizes voltaram a freqüentar o lago. Me pergunto se essa multidão pararia cinco minutos pra pensar no assunto...



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Plano de energia 2017/2030: contra a desinformação


Prazo para opinião pública termina neste sábado, 28.02.09 – dê sua opinião!!

Agradecendo a intervenção de alguns integrantes deste grupo, comprovo que opiniões são importantes para desenvolvermos idéias. Então vou usar mais um pouco de espaço pra “terminar” o tema, desmistificando alguns mitos que quase todos temos (eu tinha!).

Hidroelétricas são limpas? A princípio sim, mas se não construídas certo, podem gerar quase tanto gás estufa quanto a queima de combustível. Alguns casos, como a de Balbina, demonstram que a vegetação não cortada antes de alagar a área da represa vira metano, que é pior que o CO2, o que também piora se o curso d’água tem muitos sedimentos. Dizem que o metano pode ser capturado de volta, e a coisa toda não é muito exata, mas a resposta não é tão simples quanto se achava há anos.

A energia mais barata é aquela que não se gasta – óbvio, de modo que não dá pra ter um plano de energia que não considere a redução do desperdício, que no Brasil é enorme (ainda que um pouco devido às fontes hidroelétricas estarem longe dos centros urbanos, etc.).

Energia renovável é um termo que temos que usar com cuidado, já que às vezes há um cálculo complexo a fazer, o que não justifica esquecer tudo e adotar uma forma poluente, como o carvão mineral.

O Brasil não pode abrir mão das hidroelétricas, que precisam ser melhor estudadas, mas não pode ficar só na velha cartilha se quiser desenvolver sua matriz energética: temos que investir mais em fontes alternativas que usem nossos abundantes recursos naturais: vento, sol, marés, etc., além do hidrogênio, tecnologia que o Brasil está esquecendo e depois vai ter que correr atrás. Há alguma coisa nestes caminhos, mas ainda muito pouco. Um exemplo de idéias simples que pode causar uma diferença importante é a utilização da enorme capacidade ociosa das hidroelétricas fora do horário de pico, que poderia ser canalizada para gerar hidrogênio, que pode ser armazenável pra uso posterior. Hoje quando há sobras, a água sobressalente escoa pelos vertedouros...

As idéias não são novas, mas parece que ainda estamos patinando, ainda mais quando o plano pro futuro parece um retrato do passado!

Quer contribuir positivamente? Aproveite que o prazo pra população se manifestar sobre o plano energético decenal (2007-2017) vai até este sábado, dia 28.02.09. Trata-se de consulta pública sobre o tema. Basta mandar a opinião pro e-mail do Ministério: pde2017@mme.gov.br. Outras informações no site https://www.mme.gov.br/site/news/detail.do?newsId=17717.

Abraços e corram! Depois não adiante reclamar!
E pra mostrar que não é impossível melhorar, a foto aí é do parque eólico de Osório, RS, Brasil!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Qualquer semelhança é MERA coincidência!!!



Banheiros químicos na frente da sede do Poder Judiciário em Brasília, o Supremo Tribunal Federal:

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Os ursos também não gostam das Termoeletricas a carvão!!!



É revoltante a utilização burra das térmicas, mas, um dos motivos desse aumento é o altíssimo grau de incerteza jurídica na utilização das outras formas de energia no Brasil. A energia eólica e solar, além de caras e sem incentivo fiscal, não estão regulamentadas o suficiente para atrair investidores. A construção das hidrelétricas (nossa salvação!) passa por uma crise legal. Elas são grandes e o impacto visível é bem mais claro e localizável. Enquanto uma térmica cabe numa fazendinha e a fumaça se junta com as bucólicas nuvens; a hidrelétrica, mais limpa, começa rasgando montanhas, erguendo barragens, inundando áreas verdes e empurrando povoados, índios e agricultores.

Assim, como os danos primários são mais evidentes, cada hidrelétrica sofre uma via sacra terrível. Constantemente apedrejadas por movimentos sociais e ambientais o custo das obras se eleva muito.
É mais ou menos assim, o investidor calcula um custo, ganha a licitação, faz um estudo de impacto ambiental meia boca, o IBAMA corretamente contesta e exige correções no projeto para dar as Licenças e a obra prossegue. Aí vem as ações na justiça dos deslocados pelas barragens pedindo altas indenizações, ações para proteger comunidades indígenas e quilombolas e incontáveis ações ambientais. No final, a obra sai bem mais cara do que o previsto e os investidores desanimam, pra dizer o mínimo.
Ok, os investidores estão errados ao tentarem emplacar projetos com deficiências técnicas, ambientais e sociais, mas, quando a coisa toda vai pra justiça e IBAMA, a imprevisibilidade é total e o custo dispara astronomicamente para o espaço. Em resumo, como o nosso país tem acordado um pouco para os seus direitos, está tendo muita briga, mas o ruim é que nessa briga a incerteza é tanta que ninguém consegue medir o máximo que vai perder!
Fazer uma hidro está sendo como bicar um vespeiro pelado e rezar para não ser picado.
Direitos sim! incerteza jurídica dá nisso...
Fontes seguras na ANEEL dizem que por mais que eles torçam pela conclusão de hidrelétricas, eles são obrigados a incluir as térmicas no plano energético para o Brasil não ficar no escuro. Nos corredores diz-se abertamente que as térmicas, por chamarem menos a atenção, estão isentas da fúria de ambientalistas, indígenas, quilombolas, ministério público etc. Pedem até que os ambientalistas ataquem as térmicas pra que a incerteza jurídica delas suba, se equilibrem, para os investidores voltem para as hidro. Um absurdo!!!
Finalizando, segue um mapa com as usinas que não saem. Basta jogar o nome delas no google pra conferir a quizumba ambiental de cada uma delas. O caso mais grave é a da Hidrelétrica de Belo Monte projetada para ser maior que Itaipu e que cada dia fica menor pra fugir dos problemas jurídicos.
Enquanto isso, o Brasil ajuda a pisar no acelerador da destruição mundial, que afeta o clima mundial, derrete os pólos e mata os ursos lindinhos que não foram feitos para nadar.... já que somos tão apegados à fauna estrangeira, sensibilize-se com os bichos polares, ignore a nossa fauna ignorada, mas combata as térmicas!!! nem que seja pra salvar os ursinhos do outro lado do mundo!!!


fui....
Ah, esqueci de dizer que as Termoelétricas nao têm esse risco (Brasil):

Veja mais:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u404031.shtml

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Plano energético do governo ignora aquecimento global!

Na contramão do planeta, o plano brilhante pros próximos 20 anos mais que dobra o número de termelétricas a carvão e não investe em fontes renováveis. É o que Lula e Dilma acham do meio ambiente.


Não preciso dizer que talvez o maior desafio da humanidade atualmente seja crescer e substituir a forma com que geramos energia, agredindo menos o meio ambiente, principalmente reduzindo as emissões de carbono. Ainda que haja muita discussão, todos os países buscam cada vez mais saídas limpas para a produção de energia.

Até então, tirando o desmatamento viral da Amazônia, o Brasil estava bem na fita: matriz energética historicamente assentada em energia hidroelétrica, abastecimento crescente da frota de carros com álcool, recursos naturais infindáveis para o desenvolvimento de energias limpas e um discurso internacional pró-Kioto (a convenção de 98 que delineou as primeiras atitudes concretas para evitar um cataclisma em 50 anos).

Em meio a tudo isso, sai o resultado do plano de energia do governo, com horizonte em 2030, e o resultado: o Brasil vai reduzir sua parcela de geração de energia com bases renováveis (hidroelétrica, eólica e outros), de 89% para 80% (geração estatal), e focará seu maior esforço na direção contrária àquela que está sendo seguida e pregada pelos maiores especialistas e ambientalistas do mundo: vamos aumentar pesado a quantidade de termelétricas!! Isso, aquelas que queimam combustível fóssil em geradores.

Mas ainda não acabou! Não só vamos aumentar a geração de energia a gás, mas o governo vai multiplicar por 5 aquela derivada de térmicas à carvão mineral!!! No balanço Estado e indústrias, o incremento de térmicas a carvão será de 117%. Desculpem-me a revolta, mas pra quem não sabe, é a forma mais poluente de produção industrial de energia existente, a mais ineficiente, e sozinha a maior vilã do aquecimento global! Especialistas inclusive já disseram que, hoje, só acabar com as usinas a carvão no mundo todo reduziria mais emissões do que todas as outras iniciativas energéticas juntas. E Brasil, tosco, vai seguir contra a corrente, e contra a história!

Mas não pára por aí! Sabem qual um dos poucos recursos naturais em que o Brasil é pobre? Carvão mineral!!! Isto mesmo, vamos investir em uma tecnologia ultrapassada, suja, que está acabando com o mundo, e que nunca tínhamos usado em escala até agora, para importar carvão de nossos hermanos sulamericanos, e suas pseudo-democracias, para deixar de lado nosso arsenal de fontes renováveis, de fazer inveja a qualquer nação do globo... Será que por trás dessa palhaçada absurda haveria algum interesse geopolítico envolvido, ou se estaríamos comprando essa porcaria por acordo político?? que nada, esse governo nem faz isso...

Este não é um espaço partidário, mas não tem como não apontar este erro gritante do governo federal, que influenciará nosso planejamento por décadas. E inegável que isto aponta na direção daquilo que vem por aí, já que a Sra. Dilma, recém plastificada, é a que manda no desenvolvimento energético (já foi ministra desta pasta e hoje é o braço atuante do Lula). E mostra esta faceta da mulher, que nunca foi muito ligada nessa “baboseira” de maio ambiente... O negócio é desenvolvimento a todo custo, ainda que isso seja uma mentalidade obsoleta, e que hoje o desenvolvimento caminhe ao lado e se beneficia com a proteção ambiental. A respeito de a Dilma ser a inimiga nº 1 do Capitão Planeta, vejam os comentários do Sérgio Abranches na CBN...

Se depender dela e do nosso governo, vamos seguir a linha de Bush e dos adoradores de petróleo do século passado, ajudando a mergulhar o mundo mais rápido no caos ambiental anunciado. Aos que argumentarem pelo baixo preço da energia a carvão, basta ver que até hoje não investimos nisso e éramos mais pobres então, além de simplesmente nada justificar energia a carvão hoje. Além disso, a energia eólica e solar, entre outras, fica mais eficiente e barata a cada dia – se investíssemos nisso metade do que vamos para quintuplicar a caríssima geração nuclear já estava bom...

Resumindo, pra quê apoiar energias renováveis, se podemos usar nossa matriz energética pra fazer aliados e conchavos políticos na América?? Pra que pensar em renovável, como o resto do mundo gradualmente faz (até a China e a Índia estão começando a se mexer!), se podemos ficar no passado, só exigindo dos países ricos que façam o que nós nos negamos a fazer... Não quero esse Brasil velho e de oligarquias políticas. Temos que pensar em opções e modos de influenciar esta decisão.

Falando nisso, e o Sarney, hein, vocês viram?! Mais uma vez...

Duvidando? Clique no relatório estratégico recente do governo, no link “matriz energética” – atentem que de 254 páginas, 3 se referem a impacto ambiental:
http://www.mme.gov.br/site/menu/select_main_menu_item.do?channelId=8213

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

E o massacre sai das manchetes....



E você, o que fez??? vicou só olhando né
Gostei da idéia de mandar emails, diferente!
O ano começou bem para alguns.... mas não se preocupe se desta vez você estava meio enferrujado ou ficou omisso nesse começo de ano.
Logo logo vão inventar mais guerras pra vender nas primeiras páginas e comentarmos na acabemias, bares e baladas claro.
Se se interessar pelo assunto ou bater um pequeno arrependimento.... Viche! nem precisa sentir saudades, tem tantas que nem aparecem mais na mídia: Camboja, Congo, Laos, Tibet, Afeganistão ah e a nossa famosa guerra civil no RJ lembra?
Agora sim entramos em 2009. Zona total e bom big broder pra todos que aguentarem....
Vamos lá espartanos, reajam!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Palestinos e Israelenses II: Interesses da guerra e o caminho da paz

Como diria Gandhi: Olho por olho, e o mundo acabará cego!


Vim reforçar o coro de meu colega aí embaixo, somando um pequeno ponto: a situação é absurda, uma guerra estúpida de uns 2000 anos, motivada basicamente por terra, religião e dinheiro (como não?) – mas que solução haveria?!

Claro, ninguém pode pretender ter uma resposta certeira, mas certamente mais bombas não resolveram e não resolverão. Não enquanto as partes não aceitarem sentar à mesa, dividir as terras, aceitar ceder muito, zerar o estoque de vinganças e tornar Jerusalém área internacional (proposta da ONU não aceita por Israel em 1947). E daí pra frente, no mínimo.

Claro que religiosos extremistas são um problema em ambos os lados, desde os judeus que fugiram de Hitler pra retomar na porrada “sua” terra santa, até os lunáticos da Jihad que acham que seu Deus quer que eles se explodam, literalmente.

Agora indo além do óbvio, e dos discursos oficiais israelenses sobre como o Hamas é um grupo terrorista e usa o povo árabe de escudo humano, basta dizer que não é fazendo embargo por anos em Gaza que se constrói a paz. A humilhação de um povo por anos só gera ódio e une os árabes em volta da luta contra os judeus.

Por outro lado, só os políticos ganham com o conflito: os judeus que arrasam Gaza para subir no Ibobe pré-eleições deles, os do Hamas que se fortalecem pregando a destruição.

Certamente, há muito mais pessoas razoáveis de ambos os lados do que ignorantes, e é claro que Israel tem o dever de começar o debate, já que é inquestionavelmente mais organizado e mais forte. Só resta saber se estas pessoas terão a coragem de se expor, assim como o resto do mundo, deixando a ONU o campo do discurso. É isso, ou jogamos uma bomba H em Jerusalém e acabamos com o brinquedo pra acabar com a briguinha da criançada...

Para uma ótica diferente e inteligente sobre como a violência só gera mais violência e sobre como se podem achar soluções inteligentes e mais “pacíficas” sobre os conflitos, vale a pena ver o filme ‘rede de mentiras’, de 2008 com o Leonardo DiCaprio, ainda que trate da questão Iraque X EUA.

Já pra quem queira fazer um pequeno protesto, silencioso, mas que incomoda e vai na raiz da coisa, sugiro que mandem e-mail para os seguintes endereços:

Embaixada de Israel no Brasil
http://brasilia.mfa.gov.il/mfm/web/main/missionhome.asp?MissionID=8&
(tem textos bem interessantes sobre o outro lado, especialmente sobre as ‘causalidades’ das mortes civis – só uns 50% de mulheres e crianças, quase nada!)
info@brasilia.mfa.gov.il
consulardep@brasilia.mfa.gov.il

Ministério das Relações Exteriores de Israel
http://www.mfa.gov.il/MFA/Israel+Ministry+of+Foreign+Affairs.htm

Ministério do Turismo de Israel
info@goisrael.com

sábado, 10 de janeiro de 2009

Palestinos, Israelenses e Pipocas para o Mundo





As perdas humanas e o ódio dos dois lados dispensam comentários. O lugar tá uma zona e olha que as informações que recebemos estão muito longe da realidade. Lembra dos morteiros do réveillon, pois é, é muito pior e quando o clarão desaparece o seu ente querido que estava ao lado sumiu! A faixa de Gaza é um corredor de 40 km x 6 km, totalizando 360 km2 (quase do tamanho do Parque Nacional de Brasília), onde mais de 1,5 milhão de israelenses e palestinos (maioria) dormem espremidos lado a lado. Uma colcha de retalhos.

Enquanto isso, o mundo assiste inerte e confortavelmente a crescente escalada de mortos e vítimas pela TV, internet e rádio a caminho do trabalho. É isso? Vamos ver e ouvir os trechos que selecionam pra nós e acompanhar o número de vítimas e mortos inocentes como se fossem números da bolsa. Só falta trazer a pipoca. Devíamos ter vergonha da nossa passividade. Devimos ter um contador bem grande pra saber o número de espectadores indiferentes e comedores de pipoca. Sei, sei, ninguém vai pegar um avião e resolver o problema lá. Tampouco mais armas e sangue. Ao invés disso, descruze os braços, promova o debate, discuta, estenda uma faixa, cole um adesivo, vista uma camiseta, organize uma passeata ou tenha outra idéia, mas, mobilize-se! Mexa-se! Afinal “paz sem voz, não é paz é medo”. Exercite algo além do que as conversas de bar... No massacre anterior (a situação era igual, sem tirar nem pôr), me juntei a uma passeata na minha cidade. Surpresa, tinham no máximo 20 pessoas e vários eram estrangeiros (detalhe, cadê os estudantes? Relações internacionais, jornalismo, história, direito, sociologia, filosofia etc. CADÊ??? Ninguém tem a receita pra esses dois se entenderem, mas, seguramente, ela só virá com muito mais conversa e ação (pacífica claro) do que a que temos hoje. A paz parece impossível? evite a superficialidade que novas idéias aparecerão. Daí, saia da geladeira que vc encontra outros a quem se juntar e pressionar para acabar com essa estupidez...