segunda-feira, 6 de abril de 2009

São Paulo inaugura museu da ciência

Até que enfim, uma boa notícia para a educação!


Sem dúvida, a educação no Brasil é um dos temas que mais geram notícias tristes ou revoltantes, já que nosso país escolheu desprezar este que é o principal pilar do desenvolvimento econômico, humano e cultural de um povo.
Hoje mesmo estava lendo na Época (ed. de 23.03.09, p.60/63) um levantamento de que 25% das pessoas com mais de 15 anos são analfabetas funcionais, incapazes de ler um texto simples, e que 10% das crianças da 6ª à 9ª séries (antiga 5ª à 8ª) são praticamente analfabetas.
Mas hoje a notícia é boa, especialmente porque contrasta com os dados que demonstram o tamanho da nossa ignorância: o governo do Estado de SP inaugurou o “Espaço Catavento”. Apesar do nome ridículo, trata-se do primeiro efetivo museu de ciência do Brasil (que eu saiba), capaz de despertar interesse e conhecimento em crianças, jovens e adultos, por meio de recursos modernos e interativos. Em 8.000 m2, são abordados temas como astronomia, nanotecnologia, biologia e ecossistemas, engenharia, entre outros.
Recém inaugurado, foi instalado no Palácio das Indústrias, no Parque D. Pedro II, perto do Mercado Municipal de SP, após uma restauração. O belíssimo palacete de 1924 finalmente teve um destino nobre, após acomodar gabinetes políticos por décadas, o que também ajudará a região central, bem degradada.
O Esparta esteve lá este final de semana e pôde afirmar que o lugar é fascinante, e não é só pra criança não! Coisa que nem dá pra ver num dia só. Tudo indica que será uma das atrações culturais mais freqüentadas da cidade, daqui pra frente. E o melhor, será uma ótima contribuição para ensinar aos jovens o gosto por carreiras e profissões além de pagodeiro e jogador de futebol, ou conhecimento e hábitos que não sexo precoce e uso de drogas. Além de incentivar faculdades que não se limitem aos exércitos de advogados e administradores de última categoria.
A julgar pelos mendigos e miséria se vêem na região da 25 de março, bem próxima, estamos bem longe do nosso objetivo, mas iniciativas do tipo realmente dão alguma esperança. Parece que não somos os únicos pensando em alguma coisa...

São Paulo (e o Brasil) estava precisando de um espaço assim! Recomendo! E olha que eu sou chato pras coisas, hein...

Entrada: R$ 6,00, a inteira
Site oficial
http://www.cataventocultural.org.br/index.asp


Primeira foto: Folha

sexta-feira, 27 de março de 2009

Lula tenta “resolver” a Amazônia na canetada

Medida Provisória tenta regularizar ocupações na Amazônia: dará certo? para quem?

Desde o ano 1500, a Amazônia ainda segue com alguns dos mesmos problemas. Não se sabe de quem é a terra, e quem está na terra quase sempre não é dono dela. Seja de boa ou má-fé, fato é que a cultura da informalidade, a falta de cadastros eficientes e a completa ausência do Estado na região criaram ao longo do tempo um verdadeiro caos quanto à propriedade das terras.
Eis que vem uma Medida Provisória e resolve, num “pitaco” só, que todas as terras na Amazônia até um certo tamanho estão, a partir de hoje, regularizadas. Quem estava lá, parabéns! Posseiros, grileiros, pecuaristas, garimpeiros, assentamentos, Rambo: vai que é sua!!
A idéia é bem controvertida, mas tem uma razão de ser: uma das grandes travas para se aplicar a lei na Amazônia é que não se sabe quem é o responsável, já que quase ninguém tem a propriedade real das terras. Regularizando, cria-se estabilidade e permite-se o respeito ao meio ambiente, normas trabalhistas, etc.
Mas não é tão simples: enquanto o motivo pra regularizar é ajudar o pequeno agricultor, o terreno de “presente” chega até 1500 hectares (“só” 15 km2), o que faz duvidar das boas intenções da lei, permitindo que, sem cuidado no cadastro, grandes destruidores da mata sejam beneficiados. Além disso, mesmo com a propriedade, nada garante que se cumpram as normas que até agora foram ignoradas, sendo que a fiscalização continua raquítica. Vamos depender da boa vontade das pessoas (só pode ser piada!). Isso além de se abrir um baita precedente: quem garante que em alguns anos o governo, pressionado politicamente, não de uma nova anistia, e de novo, e de novo. Uma cultura de indiferença à lei, ratificada pelo Planalto.
Agora está acontecendo o debate no Congresso, sob a relatoria de um membro da bancada ruralista da região. Vamos ver no que dá!
Mas uma coisa é certa: se o problema está aí, praticamente o mesmo desde o primeiro dia do Lula, e de todos os presidentes do Brasil, porque baixar uma MP da noite pro dia? Seria apenas uma incrível coincidência que a legalização indiscriminada de terras na Amazônia saísse junto com a visita do Lula ao Fórum Social Mundial que aconteceu no Pará? Uma medida populista pela goela do povão ignorante, dando terra pra deus e o mundo, da noite pro dia, a calar a boca dos protestos por lá, e ainda sair de benfeitor? Nada a ver com o Lula, imagine!!
Pra quem não sabe, a “MP” é um tipo de norma que é provisória, dura apenas alguns meses, e pode ser baixada do dia pra noite pelo presidente, em casos urgentes, deixando pra depois a análise pelo Congresso. Enquanto isso, a situação jurídica fica em aberto – mais insegurança.
O problema é que esse é um tema complexo demais, importante demais, pra querer resolver na canetada. Resolver o problema da ocupação é urgente, claro, mas não pode ser feito nas coxas, porque se houver dano, será irreversível. O que esperou 500 anos, pode esperar mais uns meses pra se debater a coisa.

Como esse é um tema bem complicado, voltaremos ao tema da MP e da Amazônia em breve. Mas é hora de vocês mandarem o recado pros deputados em que votaram e ler sobre o assunto. Depois não vai dar pra plantar a floresta de volta...

Inteiro teor da MP:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Mpv/458.htm

quinta-feira, 19 de março de 2009

Perfume para lagos, rios e tudo que for podre!!!


Maquiagem ambiental

(Resposta ao post anterior) Se esse negócio de aspiração de lodo e lixo diluído na água fosse fácil a Baia de Guanabara já teria sido despoluída e os portos brasileiros estariam recebendo navios bem mais modernos do que as banheiras atuais.
Lógico que é possível dragar e isso é caro. Más se dá pra enfiar um trator lá e tirar a lama, lixo, lodo etc; por que não? O lago não tem mais vida, os peixes se foram e tudo vai ter que ser recuperado mesmo com o nosso dinheiro porque o Estado não cuidou.
Novamente a hipocrisia e a imagem venceram!

Viva o espelho d'agua, mesmo que seja de um tipo de esgoto que não fede. Imagina se inventam um desodorante pro esgoto e a moda pega, aí que os ambientalistas estão fudidos!!!!

Rios podres e esteticamente agradáveis.

Idéia barata e populista que combina com o país das jabuticabas!!!!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Espelho de lama da Aclimação

O que o lago seco da Aclimação nos ensina sobre o povo e o governo

Trata-se de uma notícia local, mas que acho interessante por refletir algumas coisas interessantes sobre governantes, leis e povo. Como muitos devem saber, no final de fevereiro uma enchente teria levado ao rompimento da base do vertedouro (ladrão) do lago do Parque da Aclimação, SP. O lago secou imediatamente, deixando à mostra seu leito completamente assoreado, cheio de entulho, lama e areia, que chegava quase à superfície da antiga lâmina d’água.

Uma empresa foi contratada no regime de urgência e por uns R$ 160 mil consertou o equipamento, permitindo ao lago encher-se de novo. A questão: ora, se se falou que precisávamos limpar o lago, em estado de miséria, e já que agora o leito está seco, não seria mais lógico, barato e rápido fazer esta limpeza agora?!


Pois bem, uma pequena parte da população do entorno ficou indignada quando a Prefeitura decidiu encher o lago de água de novo, e deixar pra depois a limpeza. Uma ONG (Assuapa) até fez um protesto, mas lá está o lago cheio de novo. Fala-se que a Prefeitura está jogando a sujeira debaixo do tapete, a Prefeitura rebate dizendo que a limpeza é uma obra complexa, que precisa de licitação e que demandará mais tempo e dinheiro. Além disso, diz que a retirada do lodo e entulho seria mais fácil (?!) depois que a volta da água diluísse a sujeira para que fosse extraída via aspiração.

O que eu tiro de tudo isso?


Infelizmente, e isso é uma constatação vendo a cara e a quantidade das pessoas antes e depois de reencherem o lago, a decisão da Prefeitura está perfeita do ponto de vista político. Ora, claro que alguns cidadão vão reclamar, mas quem se importa? Fato é que quando a lama some da vista as pessoas não estão muito ai, ainda que ela fique meio metro sob a água ao lado delas. E o governo sabe disso, claro...


E sinceramente duvido muito mesmo que diluir o lodo, para depois sugá-lo, para deixá-lo secar e levar pra uma estação de tratamento a R$ 20 milhões (valor estimado pela PMSP) seja mais barato do que simplesmente enfiar uma escavadeira no lago e limpá-lo em uma semana, quando tudo já está seco e ao céu aberto. Mas quem se importa!


Neste caso, a limitação da lei que exige licitação pra obras não urgentes seria um contra-senso, já que o procedimento impediria a obra imediata, muito mais barata do que o benefício do melhor preço que uma concorrência ampla pode trazer com o lago cheio (além de que possivelmente pode-se tentar uma tomada de preços rápida, sei lá!). Seguir a lei aqui, por incrível que pareça, vai contra o próprio princípio que a lei protege. Mas talvez valha a pena esperar pela licitação, afinal, ela vai impedir que haja qualquer favorecimento na escolha da empresa contratada (risos).

Enquanto isso, o lago está cheio, e as famílias felizes voltaram a freqüentar o lago. Me pergunto se essa multidão pararia cinco minutos pra pensar no assunto...



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Plano de energia 2017/2030: contra a desinformação


Prazo para opinião pública termina neste sábado, 28.02.09 – dê sua opinião!!

Agradecendo a intervenção de alguns integrantes deste grupo, comprovo que opiniões são importantes para desenvolvermos idéias. Então vou usar mais um pouco de espaço pra “terminar” o tema, desmistificando alguns mitos que quase todos temos (eu tinha!).

Hidroelétricas são limpas? A princípio sim, mas se não construídas certo, podem gerar quase tanto gás estufa quanto a queima de combustível. Alguns casos, como a de Balbina, demonstram que a vegetação não cortada antes de alagar a área da represa vira metano, que é pior que o CO2, o que também piora se o curso d’água tem muitos sedimentos. Dizem que o metano pode ser capturado de volta, e a coisa toda não é muito exata, mas a resposta não é tão simples quanto se achava há anos.

A energia mais barata é aquela que não se gasta – óbvio, de modo que não dá pra ter um plano de energia que não considere a redução do desperdício, que no Brasil é enorme (ainda que um pouco devido às fontes hidroelétricas estarem longe dos centros urbanos, etc.).

Energia renovável é um termo que temos que usar com cuidado, já que às vezes há um cálculo complexo a fazer, o que não justifica esquecer tudo e adotar uma forma poluente, como o carvão mineral.

O Brasil não pode abrir mão das hidroelétricas, que precisam ser melhor estudadas, mas não pode ficar só na velha cartilha se quiser desenvolver sua matriz energética: temos que investir mais em fontes alternativas que usem nossos abundantes recursos naturais: vento, sol, marés, etc., além do hidrogênio, tecnologia que o Brasil está esquecendo e depois vai ter que correr atrás. Há alguma coisa nestes caminhos, mas ainda muito pouco. Um exemplo de idéias simples que pode causar uma diferença importante é a utilização da enorme capacidade ociosa das hidroelétricas fora do horário de pico, que poderia ser canalizada para gerar hidrogênio, que pode ser armazenável pra uso posterior. Hoje quando há sobras, a água sobressalente escoa pelos vertedouros...

As idéias não são novas, mas parece que ainda estamos patinando, ainda mais quando o plano pro futuro parece um retrato do passado!

Quer contribuir positivamente? Aproveite que o prazo pra população se manifestar sobre o plano energético decenal (2007-2017) vai até este sábado, dia 28.02.09. Trata-se de consulta pública sobre o tema. Basta mandar a opinião pro e-mail do Ministério: pde2017@mme.gov.br. Outras informações no site https://www.mme.gov.br/site/news/detail.do?newsId=17717.

Abraços e corram! Depois não adiante reclamar!
E pra mostrar que não é impossível melhorar, a foto aí é do parque eólico de Osório, RS, Brasil!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Qualquer semelhança é MERA coincidência!!!



Banheiros químicos na frente da sede do Poder Judiciário em Brasília, o Supremo Tribunal Federal:

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Os ursos também não gostam das Termoeletricas a carvão!!!



É revoltante a utilização burra das térmicas, mas, um dos motivos desse aumento é o altíssimo grau de incerteza jurídica na utilização das outras formas de energia no Brasil. A energia eólica e solar, além de caras e sem incentivo fiscal, não estão regulamentadas o suficiente para atrair investidores. A construção das hidrelétricas (nossa salvação!) passa por uma crise legal. Elas são grandes e o impacto visível é bem mais claro e localizável. Enquanto uma térmica cabe numa fazendinha e a fumaça se junta com as bucólicas nuvens; a hidrelétrica, mais limpa, começa rasgando montanhas, erguendo barragens, inundando áreas verdes e empurrando povoados, índios e agricultores.

Assim, como os danos primários são mais evidentes, cada hidrelétrica sofre uma via sacra terrível. Constantemente apedrejadas por movimentos sociais e ambientais o custo das obras se eleva muito.
É mais ou menos assim, o investidor calcula um custo, ganha a licitação, faz um estudo de impacto ambiental meia boca, o IBAMA corretamente contesta e exige correções no projeto para dar as Licenças e a obra prossegue. Aí vem as ações na justiça dos deslocados pelas barragens pedindo altas indenizações, ações para proteger comunidades indígenas e quilombolas e incontáveis ações ambientais. No final, a obra sai bem mais cara do que o previsto e os investidores desanimam, pra dizer o mínimo.
Ok, os investidores estão errados ao tentarem emplacar projetos com deficiências técnicas, ambientais e sociais, mas, quando a coisa toda vai pra justiça e IBAMA, a imprevisibilidade é total e o custo dispara astronomicamente para o espaço. Em resumo, como o nosso país tem acordado um pouco para os seus direitos, está tendo muita briga, mas o ruim é que nessa briga a incerteza é tanta que ninguém consegue medir o máximo que vai perder!
Fazer uma hidro está sendo como bicar um vespeiro pelado e rezar para não ser picado.
Direitos sim! incerteza jurídica dá nisso...
Fontes seguras na ANEEL dizem que por mais que eles torçam pela conclusão de hidrelétricas, eles são obrigados a incluir as térmicas no plano energético para o Brasil não ficar no escuro. Nos corredores diz-se abertamente que as térmicas, por chamarem menos a atenção, estão isentas da fúria de ambientalistas, indígenas, quilombolas, ministério público etc. Pedem até que os ambientalistas ataquem as térmicas pra que a incerteza jurídica delas suba, se equilibrem, para os investidores voltem para as hidro. Um absurdo!!!
Finalizando, segue um mapa com as usinas que não saem. Basta jogar o nome delas no google pra conferir a quizumba ambiental de cada uma delas. O caso mais grave é a da Hidrelétrica de Belo Monte projetada para ser maior que Itaipu e que cada dia fica menor pra fugir dos problemas jurídicos.
Enquanto isso, o Brasil ajuda a pisar no acelerador da destruição mundial, que afeta o clima mundial, derrete os pólos e mata os ursos lindinhos que não foram feitos para nadar.... já que somos tão apegados à fauna estrangeira, sensibilize-se com os bichos polares, ignore a nossa fauna ignorada, mas combata as térmicas!!! nem que seja pra salvar os ursinhos do outro lado do mundo!!!


fui....
Ah, esqueci de dizer que as Termoelétricas nao têm esse risco (Brasil):

Veja mais:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u404031.shtml

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Plano energético do governo ignora aquecimento global!

Na contramão do planeta, o plano brilhante pros próximos 20 anos mais que dobra o número de termelétricas a carvão e não investe em fontes renováveis. É o que Lula e Dilma acham do meio ambiente.


Não preciso dizer que talvez o maior desafio da humanidade atualmente seja crescer e substituir a forma com que geramos energia, agredindo menos o meio ambiente, principalmente reduzindo as emissões de carbono. Ainda que haja muita discussão, todos os países buscam cada vez mais saídas limpas para a produção de energia.

Até então, tirando o desmatamento viral da Amazônia, o Brasil estava bem na fita: matriz energética historicamente assentada em energia hidroelétrica, abastecimento crescente da frota de carros com álcool, recursos naturais infindáveis para o desenvolvimento de energias limpas e um discurso internacional pró-Kioto (a convenção de 98 que delineou as primeiras atitudes concretas para evitar um cataclisma em 50 anos).

Em meio a tudo isso, sai o resultado do plano de energia do governo, com horizonte em 2030, e o resultado: o Brasil vai reduzir sua parcela de geração de energia com bases renováveis (hidroelétrica, eólica e outros), de 89% para 80% (geração estatal), e focará seu maior esforço na direção contrária àquela que está sendo seguida e pregada pelos maiores especialistas e ambientalistas do mundo: vamos aumentar pesado a quantidade de termelétricas!! Isso, aquelas que queimam combustível fóssil em geradores.

Mas ainda não acabou! Não só vamos aumentar a geração de energia a gás, mas o governo vai multiplicar por 5 aquela derivada de térmicas à carvão mineral!!! No balanço Estado e indústrias, o incremento de térmicas a carvão será de 117%. Desculpem-me a revolta, mas pra quem não sabe, é a forma mais poluente de produção industrial de energia existente, a mais ineficiente, e sozinha a maior vilã do aquecimento global! Especialistas inclusive já disseram que, hoje, só acabar com as usinas a carvão no mundo todo reduziria mais emissões do que todas as outras iniciativas energéticas juntas. E Brasil, tosco, vai seguir contra a corrente, e contra a história!

Mas não pára por aí! Sabem qual um dos poucos recursos naturais em que o Brasil é pobre? Carvão mineral!!! Isto mesmo, vamos investir em uma tecnologia ultrapassada, suja, que está acabando com o mundo, e que nunca tínhamos usado em escala até agora, para importar carvão de nossos hermanos sulamericanos, e suas pseudo-democracias, para deixar de lado nosso arsenal de fontes renováveis, de fazer inveja a qualquer nação do globo... Será que por trás dessa palhaçada absurda haveria algum interesse geopolítico envolvido, ou se estaríamos comprando essa porcaria por acordo político?? que nada, esse governo nem faz isso...

Este não é um espaço partidário, mas não tem como não apontar este erro gritante do governo federal, que influenciará nosso planejamento por décadas. E inegável que isto aponta na direção daquilo que vem por aí, já que a Sra. Dilma, recém plastificada, é a que manda no desenvolvimento energético (já foi ministra desta pasta e hoje é o braço atuante do Lula). E mostra esta faceta da mulher, que nunca foi muito ligada nessa “baboseira” de maio ambiente... O negócio é desenvolvimento a todo custo, ainda que isso seja uma mentalidade obsoleta, e que hoje o desenvolvimento caminhe ao lado e se beneficia com a proteção ambiental. A respeito de a Dilma ser a inimiga nº 1 do Capitão Planeta, vejam os comentários do Sérgio Abranches na CBN...

Se depender dela e do nosso governo, vamos seguir a linha de Bush e dos adoradores de petróleo do século passado, ajudando a mergulhar o mundo mais rápido no caos ambiental anunciado. Aos que argumentarem pelo baixo preço da energia a carvão, basta ver que até hoje não investimos nisso e éramos mais pobres então, além de simplesmente nada justificar energia a carvão hoje. Além disso, a energia eólica e solar, entre outras, fica mais eficiente e barata a cada dia – se investíssemos nisso metade do que vamos para quintuplicar a caríssima geração nuclear já estava bom...

Resumindo, pra quê apoiar energias renováveis, se podemos usar nossa matriz energética pra fazer aliados e conchavos políticos na América?? Pra que pensar em renovável, como o resto do mundo gradualmente faz (até a China e a Índia estão começando a se mexer!), se podemos ficar no passado, só exigindo dos países ricos que façam o que nós nos negamos a fazer... Não quero esse Brasil velho e de oligarquias políticas. Temos que pensar em opções e modos de influenciar esta decisão.

Falando nisso, e o Sarney, hein, vocês viram?! Mais uma vez...

Duvidando? Clique no relatório estratégico recente do governo, no link “matriz energética” – atentem que de 254 páginas, 3 se referem a impacto ambiental:
http://www.mme.gov.br/site/menu/select_main_menu_item.do?channelId=8213

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

E o massacre sai das manchetes....



E você, o que fez??? vicou só olhando né
Gostei da idéia de mandar emails, diferente!
O ano começou bem para alguns.... mas não se preocupe se desta vez você estava meio enferrujado ou ficou omisso nesse começo de ano.
Logo logo vão inventar mais guerras pra vender nas primeiras páginas e comentarmos na acabemias, bares e baladas claro.
Se se interessar pelo assunto ou bater um pequeno arrependimento.... Viche! nem precisa sentir saudades, tem tantas que nem aparecem mais na mídia: Camboja, Congo, Laos, Tibet, Afeganistão ah e a nossa famosa guerra civil no RJ lembra?
Agora sim entramos em 2009. Zona total e bom big broder pra todos que aguentarem....
Vamos lá espartanos, reajam!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Palestinos e Israelenses II: Interesses da guerra e o caminho da paz

Como diria Gandhi: Olho por olho, e o mundo acabará cego!


Vim reforçar o coro de meu colega aí embaixo, somando um pequeno ponto: a situação é absurda, uma guerra estúpida de uns 2000 anos, motivada basicamente por terra, religião e dinheiro (como não?) – mas que solução haveria?!

Claro, ninguém pode pretender ter uma resposta certeira, mas certamente mais bombas não resolveram e não resolverão. Não enquanto as partes não aceitarem sentar à mesa, dividir as terras, aceitar ceder muito, zerar o estoque de vinganças e tornar Jerusalém área internacional (proposta da ONU não aceita por Israel em 1947). E daí pra frente, no mínimo.

Claro que religiosos extremistas são um problema em ambos os lados, desde os judeus que fugiram de Hitler pra retomar na porrada “sua” terra santa, até os lunáticos da Jihad que acham que seu Deus quer que eles se explodam, literalmente.

Agora indo além do óbvio, e dos discursos oficiais israelenses sobre como o Hamas é um grupo terrorista e usa o povo árabe de escudo humano, basta dizer que não é fazendo embargo por anos em Gaza que se constrói a paz. A humilhação de um povo por anos só gera ódio e une os árabes em volta da luta contra os judeus.

Por outro lado, só os políticos ganham com o conflito: os judeus que arrasam Gaza para subir no Ibobe pré-eleições deles, os do Hamas que se fortalecem pregando a destruição.

Certamente, há muito mais pessoas razoáveis de ambos os lados do que ignorantes, e é claro que Israel tem o dever de começar o debate, já que é inquestionavelmente mais organizado e mais forte. Só resta saber se estas pessoas terão a coragem de se expor, assim como o resto do mundo, deixando a ONU o campo do discurso. É isso, ou jogamos uma bomba H em Jerusalém e acabamos com o brinquedo pra acabar com a briguinha da criançada...

Para uma ótica diferente e inteligente sobre como a violência só gera mais violência e sobre como se podem achar soluções inteligentes e mais “pacíficas” sobre os conflitos, vale a pena ver o filme ‘rede de mentiras’, de 2008 com o Leonardo DiCaprio, ainda que trate da questão Iraque X EUA.

Já pra quem queira fazer um pequeno protesto, silencioso, mas que incomoda e vai na raiz da coisa, sugiro que mandem e-mail para os seguintes endereços:

Embaixada de Israel no Brasil
http://brasilia.mfa.gov.il/mfm/web/main/missionhome.asp?MissionID=8&
(tem textos bem interessantes sobre o outro lado, especialmente sobre as ‘causalidades’ das mortes civis – só uns 50% de mulheres e crianças, quase nada!)
info@brasilia.mfa.gov.il
consulardep@brasilia.mfa.gov.il

Ministério das Relações Exteriores de Israel
http://www.mfa.gov.il/MFA/Israel+Ministry+of+Foreign+Affairs.htm

Ministério do Turismo de Israel
info@goisrael.com

sábado, 10 de janeiro de 2009

Palestinos, Israelenses e Pipocas para o Mundo





As perdas humanas e o ódio dos dois lados dispensam comentários. O lugar tá uma zona e olha que as informações que recebemos estão muito longe da realidade. Lembra dos morteiros do réveillon, pois é, é muito pior e quando o clarão desaparece o seu ente querido que estava ao lado sumiu! A faixa de Gaza é um corredor de 40 km x 6 km, totalizando 360 km2 (quase do tamanho do Parque Nacional de Brasília), onde mais de 1,5 milhão de israelenses e palestinos (maioria) dormem espremidos lado a lado. Uma colcha de retalhos.

Enquanto isso, o mundo assiste inerte e confortavelmente a crescente escalada de mortos e vítimas pela TV, internet e rádio a caminho do trabalho. É isso? Vamos ver e ouvir os trechos que selecionam pra nós e acompanhar o número de vítimas e mortos inocentes como se fossem números da bolsa. Só falta trazer a pipoca. Devíamos ter vergonha da nossa passividade. Devimos ter um contador bem grande pra saber o número de espectadores indiferentes e comedores de pipoca. Sei, sei, ninguém vai pegar um avião e resolver o problema lá. Tampouco mais armas e sangue. Ao invés disso, descruze os braços, promova o debate, discuta, estenda uma faixa, cole um adesivo, vista uma camiseta, organize uma passeata ou tenha outra idéia, mas, mobilize-se! Mexa-se! Afinal “paz sem voz, não é paz é medo”. Exercite algo além do que as conversas de bar... No massacre anterior (a situação era igual, sem tirar nem pôr), me juntei a uma passeata na minha cidade. Surpresa, tinham no máximo 20 pessoas e vários eram estrangeiros (detalhe, cadê os estudantes? Relações internacionais, jornalismo, história, direito, sociologia, filosofia etc. CADÊ??? Ninguém tem a receita pra esses dois se entenderem, mas, seguramente, ela só virá com muito mais conversa e ação (pacífica claro) do que a que temos hoje. A paz parece impossível? evite a superficialidade que novas idéias aparecerão. Daí, saia da geladeira que vc encontra outros a quem se juntar e pressionar para acabar com essa estupidez...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Crueldade sem limites !!!


É impressionante o limite da crueldade humana. Além da foto ao lado já ser uma barbaridade, o link para o vídeo abaixo mostra como eles tiram a pele do bicho. É revoltante!!!
O vídeo é fortíssimo, a pele é tirada do bicho vivo que agoniza nú, sem pele, até a morte. Dolorosíssimo!!! Humilhante!!!
Quem hospeda o video é uma organização chamada PETA. Louvável a denúncia que nos obriga a tomar alguma atitude, de, no ínimo, não comprar mais nada de pele animal.
Passem o link a diante...
http://www.petatv.com/tvpopup/video.asp?video=fur_farm&Player=wm&speed=med
Ah, o vídeo é chines, mas a foto acima é de uma apreensão feita no Brasil e divulgada pelo IBAMA num folder institucional. É isso mesmo, o problema não está só do outro lado do mundo... está debaixo do nosso nariz.
Denúncias ambientais podem ser feitas na página:
http://www.ibama.gov.br/linhaverde/home.htm
Ou email:
linhaverde.sede@ibama.gov.br
Ou ligue para a linha verde do IBAMA (0800-61-8080) ou qualquer outro Órgão Ambiental da sua cidade.
O do IBAMA está funcionando, liguei e conferi....

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

China podre: gostou das olimpíadas? Vai morar lá!!

O problema de admiramos um país como esse...

Voltando de uma temporada sem novos posts, viemos pra ficar agora!

Então, acabaram as olimpíadas... China campeã, cerimônias lindas, estádios novos, desenvolvimento, prédios modernos, todo mundo só fala nisso! De como a China isso, a China aquilo. Mas no Fantástico e nos programinhas de TV não me lembro de ver gente falando sério da coisa que mais importa: a China é o que é hoje porque se sustenta numa ditadura opressora que subjuga seu próprio povo na porrada pra abastecer o crescimento de uns poucos ‘camaradas’.

O vemos não é mais do que o resultado de que o governo chinês não só conseguiu o que queria, mas conseguiu que a maioria dos chineses ache isso ótimo! Imprensa só do governo, trabalhadores sem qualquer direito e salários ridículos, cultura pacifista,

E não ache que a China é comunista não: talvez seja o país mais radicalmente capitalista do mundo. As empresas vão pra lá e fazem o que querem, poluem e pagam o que querem. Em uma expressão, podemos dizer que o iluminismo não chegou na China! Democracia, liberdade, igualdade, seguridade social, previdência, representatividade, julgamento justo, direitos humanos, nada!

A Anistia Internacional falou um monte, nenhum governante falou nada! De como anda o país, de como o Tibet é cada vez mais esmagado em sua cultura pacifista que caminha pro extermínio. De como os atletas são forçados a treinamentos desumanos desde crianças pra conquistar medalhas e depois de usados tem que mendigar nas ruas com as seqüelas de seus esteróides. O preço pela ‘glória’ olímpica.

E claro que o resto do mundo não fala nada, porque é a China! Todos querem comprar DVD’s, notebook’s, ipod’s baratos! Vamos ganhar dinheiro com a China, que se dane!!! E o tonto do Lula ainda fica babando ovo deles. Ainda lembro quando o Brasil foi o primeiro país grande que deu status de ‘economia de mercado’ pra China pra conseguir apoio deles na ONU, e os caras ainda negaram... Oh barbudo otário!

Mas porra, olha como eles crescem, olha que prédios lindos, que organização!!!

Eh, acho que, do jeito que estamos indo, vamos ter que escolher em breve entre as conquistas da civilização humana dos últimos 2 séculos e a hipercompetetitividade de mercado. Gostou da China?? Vai morar lá!

Até!

Rolaram várias logos legais das olimpíadas na internet, vou colocar alguns aí:



segunda-feira, 17 de março de 2008

Favela: a aparência diz tudo

Como a estética das favelas, aparentemente irrelevante, traduz a alma de boa parte do brasileiro

A favela hoje é uma instituição nos grandes centros, um modus vivendi de grande parte da população de baixa renda. Mas, aparte das obviedades socioeconômicas, tive a seguinte reflexão um dia desses:

Já perceberam que a gigantesca maioria das casas são de alvenaria (não madeira e tal) e não tem ‘reboco’ ou tinta nas paredes (revestimento de tijolo ‘baiano’), sendo quase todas cobertas por laje? Porque? O mais óbvio é dizer: porque eles não têm dinheiro pra construir direito. Mas, será mesmo?

Primeiro, há o fato de que, no custo total de se fazer uma casa, a pintura externa não tanto assim. Segundo, definitivamente a ‘laje’ não é o tipo mais barato de telhado, mas um doa mais caros na verdade, dado o custo dos materiais.

Ademais, percebi também que a maior parte das casas teria sim condições de pagar por esta pintura, mas não pinta por uma opção de o que fazer com o seu $$. Isto é, o cara compra DVD, TV 29 polegadas, tênis importado, mas não pinta a casa por fora. E isto acabou virando um costume, responsável em grande parte pelo aspecto feio, sujo e desorganizado que se tem da favela, em muitos casos.

Mas o interessante mesmo foi tentar compreender isso. Comecei então a perceber como essa ‘besteira’ era um símbolo da baixa auto estima do povo, e de qual a opção de gasto e investimento dele.

Ora, se vc ‘não se importa’ em viver em uma casa sem pintura na parede de fora, isso diz claramente que vc compactua com sua condição de vida, que vc se conforma com ela. E vejam, não é uma questão de dinheiro o que estou dizendo. Estou falando do cara que pode pagar e não se importa com a estética de onde vive. Se está pintado, pichado, quebrado... se for fora da casa dele, que se dane! Só vou arrumar minha casa por dentro!

Alguns podem achar que é frescura de um rico idiota, mas não é. Isso diz muito sobre a alma de um povo. Na Espanha, por exemplo, desde a idade média as famílias do sul pintam suas casas por fora com cal. É a coisa mais barata do mundo, com R$ 20,00 vc pinta a casa toda. São os chamados ‘pueblos blancos’. Já na Turquia, um país a princípio mais pobre que o Brasil, vc não vê tanta gente morando nas condições daqui. O sujeito é pobre mas tem mais dignidade, auto estima, ou como vc quiser chamar. É a mesma coisa do cara que deixa a sujeira na porta de casa. Não precisa ser rico ou ter estudado pra saber que isso não é bom. Se o cara não se importa é porque algo está errado!

Outra coisa é o que isso diz sobre a escolha de como aplicar o dinheiro, sempre preterindo investir no lugar que vc mora, sempre mantendo o caráter temporário da coisa.

Fato é que este seja mais um sinal do conformismo da população com uma situação que sabe não ser boa. Ou talvez até um sinal da própria falta de crítica sobre o mundo que nos cerca. Depois de tempo suficiente vc começa a achar tudo normal, tudo aceitável, e daí pra estagnação é um passo.

Não que pintar a favela seja a solução pra ela, evidente que não é isso!! Mas sem dúvida isso é um sinal importante e, um programa como a difusão da pintura de cal nas casas poderia trazer muito mais benefícios para o espírito da galera que um mero capricho estético. Resgatar a auto estima das pessoas e fazê-las lutar pelo seu lugar, pelo que é seu, pode ser um começo interessante...

domingo, 16 de março de 2008

Ótima notícia para a Mata Atlântica

Remoção inovadora de 5 mil famílias para ajudar a salvar o pouco que resta da mata

Quem mora em SP deve conhecer: quando vc desce pra baixada santista pela rod. Imigrantes, no pé da serra, em plena floresta, há uma enorme e crescente ocupação, que hoje tem umas 30 mil pessoas. Os chamados 'bairros-cota', cujo germe foi a herança da construção da rod. Anchieta e ocupação desordenada da mão de obra do pólo industrial de Cubatão, estão em pleno parque estadual da Serra do Mar, a maior extensão restante da mata atlântica, que antes cobria o litoral do Brasil do RN ao RS.

As condições hoje são precárias: longe de tudo, no meio do mato, sem água encanada ou esgoto. Mas o povo esta lá, no último "1%" que sobrou da floresta!! Em um ecossistema frágil como o mangue, e com um crescimento explosivo, nem preciso dizer o problema que isso é!

Mas o fato é que, até que enfim, o Governo do Estado resolveu dar um 'jeito'. Desde o final de 2007 "congelou" o crescimento da favela (medida óbvia com uns 10 anos de atraso!), e anunciou agora que vai remover 20 mil pessoas, ou 5.000 famílias para apartamentos à la CDHU em bairros de Cubatão e região da baixada, e regularizar o resto. Acabaram de licitar a construção dos primeiros 2.000 aptos, que deverão ficar prontos em 2009. (obs.: a nova 'cidade' a construir já será maior que 70% dos municípios do país!)

Parte idiota: os clássicos políticos que só querem se aproveitar politicamente da situação, que sempre ignoraram; e alguns 'representantes' dos moradores que dizem que não querem ir pra 'pombais', e preferirão vender os apês quase dados pelo governo pra voltar pros barracos (depois neguinho vai recramá que os fio tão com pobrema porque o governo num dá ajuda!!!). É a mediocridade humana marcando presença, básico.

Por outro lado, trata-se de uns dos maiores investimentos em habitação e maio ambiente da história do Brasil. Não lembro de ninguém ter gastado R$ 340 milhões por motivos ambientais antes. Além da restauração de parte importante da reserva ambiental mais importante do litoral, estagnando sua destruição, acho ótima a notícia pois ela representa uma mudança de atitude e preocupação das autoridades com a causa ambiental. Espero que isso dê mais frutos.

Pelo menos é um remendo bom, pra uma invasão que nem deveria ter nascido, se houvesse alguma fiscalização. Seria bom se o governo agisse preventivamente, ao invés de sempre correr atrás de incêndios. Aqui o exemplo é fácil. Teria custado muito menos fiscalizar pra ninguém construir uma cidade no meio do parque, em área de risco e sem condição nenhuma. Agora toca a gastar $$ pra corrigir a situação, desocupação na porrada, quebra-quebra... enfim!

Mas pelo menos pro que resta de mata atlântica, a notícia não poderia ser melhor!

Mais informações na revista Época (edição de 10.03.08, p. 52), ou abaixo: